Cuba critica Rubio por intensificar bloqueio contra a ilha com suas 'mentiras habituais e vulgares'

As declarações do chanceler Bruno Rodríguez vêm após Washington anunciar sanções contra a Unión Cuba-Petróleo (CUPET), empresa responsável pelas operações de petróleo e gás no país caribenho.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de "intensificar ainda mais" o bloqueio econômico e energético contra Cuba com suas "mentiras habituais e vulgares".

"O secretário de Estado dos EUA, por ambições de conquista, aspirações presidenciais e o sentimento vingativo da elite que impulsionou sua carreira política, está agora intensificando ainda mais o bloqueio econômico e energético contra Cuba", declarou Rodríguez em sua conta no Twitter.

O ministro indicou que, para justificar isso, seu homólogo americano "não recorre a desculpas preparadas pelo Departamento de Estado, mas sim às mentiras vulgares de sempre, as mais agressivas, incultas e raivosas dos inimigos de Cuba".

Novas sanções dos EUA contra a petrolífera estatal cubana

As declarações vêm após Washington anunciar sanções contra a Unión Cuba-Petróleo (CUPET), empresa responsável pelas operações de petróleo e gás na ilha caribenha. As autoridades americanas explicaram que a medida contra a petrolífera estatal está ligada às sanções relacionadas à Rússia e à sua inclusão na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN).

"Hoje estou sancionando a empresa estatal de energia de Cuba, Unión Cuba-Petróleo (CUPET), de acordo com a Ordem Executiva 14404 do Presidente [Donald] Trump", declarou Rubio no X, acrescentando que o presidente americano "quer um novo futuro para o povo cubano, com maior liberdade e oportunidades econômicas e políticas”. Portanto, indicou que continuarão "mirando na capacidade" do governo cubano.

Bloqueio Econômico e Ameaças de Trump

A nova sanção intensifica o bloqueio econômico e comercial que Washington mantém contra a ilha há mais de seis décadas e que, especialmente desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu seu segundo mandato em janeiro de 2015, acirrou ainda mais sua política de cerco e sufocamento total contra os cubanos.

Essa política extraterritorial dos EUA tem sido acompanhada de ameaças graves, com o próprio Trump afirmando que estaria preparado para usar a força, se necessário, para derrubar o governo cubano, que, por sua vez, denuncia essas ações de Washington como uma tática de "genocídio".

Além disso, o governo Trump, que mantém um destacamento militar ativo no Caribe com tropas do Comando Sul, admitiu repetidamente que o objetivo de sua política contra Cuba é impedir que Havana receba qualquer tipo de renda econômica e até mesmo bloquear o fornecimento de petróleo, fundamental para as necessidades energéticas da maior ilha das Antilhas.

A situação está afetando gravemente a economia da nação caribenha, que, nos últimos meses, sofreu o impacto de um bloqueio total reforçado por inúmeras medidas coercitivas da Casa Branca, comprometendo serviços essenciais para Cuba, como energia, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentação e turismo, entre outros.