
Jornalistas brasileiros denunciam constrangimento na cobertura da Copa nos EUA

A Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (Fenaj) manifestou, na quinta-feira (11), preocupação com relatos de constrangimento, discriminação e restrições ao trabalho de profissionais de imprensa na cobertura da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos.
Em nota, a entidade anunciou que levará o tema à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) para cobrar providências da FIFA.

Entre os casos citados pela Fenaj está o da jornalista Karine Alves, da TV Globo, que relatou ter sido retirada da fila regular da imigração norte-americana, submetida a tratamento ríspido por agentes e à revista do cabelo ao desembarcar no país.
Segundo a profissional, o procedimento teria sido direcionadoapenas a pessoas negras.
A entidade classificou o episódio como racista e xenófobo. A nota também menciona o caso do árbitro Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos para participar do torneio.
Além dos problemas nos postos de imigração, jornalistas relataram dificuldades para exercer a cobertura esportiva, incluindo problemas na circulação em áreas utilizadas pelas seleções durante treinamentos.
Diante dos relatos, a Fenaj afirmou que defenderá a adoção de medidas que garantam condições seguras e livres de discriminação para jornalistas credenciados, além da criação de mecanismos independentes para apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação.
Por fim, a entidade pede o compromisso dos países-sede com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.
"Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da categoria, com o combate a todas as formas de discriminação e com a promoção de um ambiente seguro para o exercício do jornalismo em todas as partes do mundo", afirma a nota.
