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Pequim promete 'forte retaliação' contra os EUA por novas restrições contra empresas chinesas

O Ministério do Comércio da China se opôs à decisão do Departamento de Defesa dos EUA, considerando a medida uma violação do consenso alcançado há um mês durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.
Pequim promete 'forte retaliação' contra os EUA por novas restrições contra empresas chinesasGettyimages.ru

O Ministério do Comércio chinês criticou duramente os EUA neste sábado (13) por classificarem certas empresas chinesas como "militares", e exigiu o cancelamento da decisão, prometendo "fortes retaliações" como resposta.

A agência chinesa se opôs à decisão do Departamento de Defesa dos EUA e afirmou que ela viola o consenso alcançado há um mês durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.

Washington "desconsiderou a situação geral das relações econômicas e comerciais entre a China e os EUA, generalizou o conceito de segurança nacional, abusou do poder estatal e reprimiu injustificadamente empresas chinesas", afirmou o porta-voz do ministério.

De acordo com o órgão, as ações dos EUA "prejudicaram gravemente a ordem econômica e comercial internacional, colocaram em sério risco a estabilidade das cadeias globais de suprimentos e danificaram severamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas".

A China instou os EUA a reverterem a decisão e a "retomarem o caminho correto para a construção de uma relação estratégica, construtiva e estável entre a China e os Estados Unidos". Caso contrário, Pequim fará uma "forte retaliação" e Washington "arcará com total responsabilidade pelas consequências", afirmou o órgão.

Gigantes da tecnologia chinesas adicionadas à lista negra dos EUA

No início desta semana, os Estados Unidos adicionaram as gigantes da tecnologia Alibaba e Baidu, e a montadora de veículos BYD, à sua lista negra de empresas que supostamente colaboram com o Exército de Libertação Popular da China.

Com essa medida, as empresas perdem a possibilidade de concorrer em licitações para contratos de defesa dos EUA e podem enfrentar dificuldades para acessar os mercados de capitais americanos.

O Pentágono acusou as empresas de apoiarem o desenvolvimento militar de Pequim por meio de seus laços com a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação.

Em fevereiro, Washington havia publicado uma lista ampliada semelhante, mas a retirou sem explicações antes da viagem do presidente Donald Trump à China.