O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15), durante a cúpula do G7 na França, que o Estreito de Ormuz "estará totalmente aberto na sexta-feira".
"Nós nos damos muito bem com o Irã", enfatizou.
Ele também afirmou que os navios começaram a deixar a área de conflito.
O presidente também disse que se sentiu "muito mal" pelos ataques dos EUA ao Irã durante as duas noites que antecederam o acordo de domingo. "E pensei que haveria uma terceira noite, mas conseguimos concluir o acordo antes que isso acontecesse", disse ele.
"Acho que muitas coisas boas vão acontecer no Oriente Médio", acrescentou.
Trump enfatizou que "o preço do petróleo está despencando e o mercado de ações está disparando como um foguete hoje, atingindo recordes históricos". Ele reiterou que o preço do petróleo sofreu sua maior queda de todos os tempos, afirmando que os números estão se aproximando dos níveis anteriores ao conflito com a República Islâmica.
"E o principal é que o Irã não terá uma arma nuclear. Eles concordaram plenamente com isso, com fortes poderes de monitoramento, e não terão uma arma nuclear, que era o objetivo final", afirmou o presidente.
Rumo à assinatura de um acordo
- No domingo (14), Washington e Teerã declararam que o texto do memorando de entendimento entre os dois países está finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. O anúncio põe fim a semanas de negociações tensas entre os dois países, que por vezes pareceram apresentar poucos avanços.
- "O acordo com a República Islâmica do Irã está agora fechado. Parabéns a todos!", escreveu Donald Trump nas redes sociais, autorizando também "a abertura total e irrestrita do Estreito de Ormuz" e o "levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA".
- Um mediador nas negociações, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, também confirmou que o acordo inclui o Líbano.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou a assinatura do memorando de entendimento com Trump e detalhou que, conforme acordado, "a partir desta noite, será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em diversas frentes, incluindo o Líbano".