
Mercenário brasileiro denuncia abusos de colegas ucranianos: 'graças a Deus estou vivo'

O brasileiro Arisson Benevides White, que atua como mercenário do regime ucraniano sob o codinome "Piriquito", divulgou no domingo (21) um vídeo nas redes sociais no qual detalha os maus-tratos praticados por seus companheiros. As agressões, registradas em vídeo, chamaram a atenção das redes sociais nos últimos dias.
Brasileiro fica ferido na Ucrânia após ser atingido na cabeça durante treinamento
— Informações mundiais e militares (@Ricardo_1934) June 21, 2026
O brasileiro Arisson Benevides White, conhecido como "Periquito", está internado em um hospital na Ucrânia após ser atingido por uma pedra na cabeça durante uma briga em um treinamento, segundo… pic.twitter.com/uHUat8QqT4
Nas imagens, Benevides, natural de Mato Grosso, diz que, apesar de ter recebido um atestado de um comitê militar ucraniano informando que possui "sequelas da guerra" e proibindo a realização de exercícios físicos, foi submetido a abusos por um casal identificado como Alin e Yasmin. Segundo ele, esta última sequer teria experiência militar. Para "inflar o ego" dos dois, ele e outros colegas teriam sido obrigados a correr.
O mercenário destaca que esse tipo de tratamento não é direcionado apenas a ele, mas também aos novos combatentes de forma geral, ressaltando a gravidade da situação.
"Eu falei para ela [sobre o atestado], ela começou a zombar de mim, disse que eu era um recruta igual a todo mundo e que, se eu não obedecesse, iria me punir. Então eu falei para ela ter respeito com veteranos de guerra, porque eu dei o meu sangue pela Ucrânia e ela não", relembra. Segundo ele, isso deu início a uma discussão, durante a qual afirmou a Yasmin: "Você não tem missão na Ucrânia, você não fez nada pela Ucrânia".

De acordo com Benevides, Yasmin então "surtou" e tentou agredi-lo e enforcá-lo. "Pelo fato de eu ser homem, eu não revidei. Eu deixei ela me bater. Por mais que eu estivesse nervoso, eu nunca, jamais, encostaria o dedo em uma mulher", afirma nas imagens.
"Os ucranianos, em vez de segurarem ela, me seguraram. Enquanto eles me seguravam, o namorado dela, Alin, aproveitou para me apunhalar pelas costas com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca, e eu desfaleci. Fiquei desacordado, tendo confusão", relatou, acrescentando que só está vivo graças ao apoio de seu amigo Sasha.
