
País árabe desafia OPEP e ameaça sair caso condições não sejam atendidas

O Iraque alertou que vai reconsiderar sua participação na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) caso o grupo não concorde em aumentar significativamente sua cota de produção, informou a Reuters na quinta-feira (25), citando fontes familiarizadas com a situação.
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A reportagem observa que o Iraque — o segundo maior produtor do grupo, depois da Arábia Saudita, e um de seus cinco membros fundadores — viu suas receitas petrolíferas diminuírem drasticamente desde o início do conflito no Oriente Médio, devido ao bloqueio das exportações pelo Estreito de Ormuz. Como resultado, as autoridades enfrentam uma crise financeira.
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Um alto oficial do Ministério do Petróleo iraquiano disse à Reuters que o governo considerou deixar a OPEP, embora, por ora, a intenção seja permanecer membro e negociar um aumento de sua cota.
"A Arábia Saudita e outros aliados da OPEP devem tratar este assunto com a máxima seriedade. Caso contrário, o Iraque será forçado a considerar todas as opções disponíveis", enfatizou o funcionário, descrevendo também a saída do grupo como um passo "prematuro" por enquanto.
Vale ressaltar que a cota atual do Iraque para julho é de 4,378 milhões de barris por dia (bpd), embora a produção atual esteja abaixo desse nível devido à interrupção das rotas de navegação.
Em maio, a produção caiu para 1,48 milhão de barris, em comparação com quase 4,2 milhões de bpd em fevereiro, antes do conflito.
Enquanto isso, o Ministério do Petróleo iraquiano esclareceu que as notícias sobre uma possível saída da organização não refletem a posição oficial do governo.
No entanto, um porta-voz do governo confirmou que o país "está trabalhando para restaurar sua capacidade total de exportação de petróleo e pretende aumentar a produção para 7 milhões de barris por dia nos próximos anos".
Este novo alerta surge em um momento particularmente tenso para a OPEP e a OPEP+, que já sofreram com a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio.
