
Ex-conselheiro de Trump se declara culpado por ocultar informações de segurança nacional

John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA durante o primeiro mandato de Donald Trump, se declarou culpado da acusação criminal de ocultar informações confidenciais segundo informações divulgadas pela NBC News. Ele compareceu perante o juiz Theodore D. Chuang em Greenbelt, Maryland, na manhã desta sexta-feira (26), para sua audiência de instrução.
Bolton foi acusado em 2025 de 18 crimes relacionados ao manuseio de informações de defesa nacional, algumas delas classificadas como ultrassecretas, que, segundo os promotores, ele compartilhou com dois membros da família em anotações semelhantes a um diário para possível uso em um livro que estava escrevendo.
Quando o juiz perguntou se ele pretendia se declarar culpado, Bolton respondeu: "Sim, Meritíssimo, e peço desculpas". Bolton enfrenta uma possível pena de prisão de até 60 meses e concordou em pagar uma multa de US$ 2,25 milhões.

Ele também será obrigado a divulgar às autoridades de segurança nacional as informações governamentais que reteve ilegalmente e a prestar 100 horas de serviço comunitário. Sua sentença está marcada para 28 de outubro.
Por sua vez, Abbe Lowell, advogada de Bolton, afirmou que o ex-conselheiro de Trump "fez o que verdadeiros líderes fazem".
"Ele assumiu a responsabilidade por um erro que cometeu, poupando assim recursos do governo para um caso que poderia ter revelado informações confidenciais adicionais", indicou, enfatizando que o "único crime" de seu cliente "foi manter um diário com informações confidenciais" a fim de criar "um registro para preservar a história".
- A declaração de Bolton surgiu como parte de um acordo judicial firmado entre sua equipe jurídica e o Departamento de Justiça, após o Gabinete do Procurador-Geral de Maryland o acusar de oito crimes de transmissão de informações de defesa nacional e dez crimes de ocultação de informações de defesa nacional. Na época, o ex-alto funcionário havia se declarado inocente.
