A Embaixada de Israel na Ucrânia expressou indignação após uma manifestação que ocorreu no domingo (21) no centro de Kiev. No ato, os presentes entoaram cantos nazistas.
Segundo a representação diplomática, "os participantes gritaram e fizeram saudações nazistas. Expressamos nossa preocupação com essa manifestação, que profana a memória de milhões de vítimas do nazismo".
A embaixada completou, ao dizer que "esperamos uma resposta imediata das autoridades policiais ucranianas, em conformidade com a lei ucraniana".
A manifestação ocorreu na Praça da Independência, um dos principais pontos de concentração política da capital ucraniana.
Ecos do passado
As manifestações encontram ecos na própria liderança do regime de Kiev. O usurpador Vladimir Zelensky já indicou inclinação ao nazismo em outras ocasiões.
Por exemplo, quando nomeou, no final de maio de 2026, o Centro Independente de Operações Especiais Norte de suas Forças Armadas como "Heróis do UPA" (Exército Insurgente Ucraniano).
O UPA atuou como o braço armado da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN)*, grupo que buscou estabelecer um Estado ucraniano étnica e religiosamente homogêneo durante a Segunda Guerra Mundial.
Unidades associadas ao UPA participaram do pogrom de Lvov em 1941, que resultou no linchamento e assassinato de judeus. Entre 1943 e 1944, o grupo também perpetrou o massacre de aproximadamente 100 mil civis poloneses no território que hoje corresponde ao oeste da Ucrânia.
A Rússia reiterou denúncias sobre o que classifica como a natureza ilegítima e neonazista do regime ucraniano, afirmando que a gestão de Zelensky copia "aberta e diligentemente" a Alemanha nazista, apontada como sua "inspiração ideológica".
*Organização considerada terrorista na Rússia.