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Além do supersônico: Brasil avança em tecnologia que desafia a física

"O Brasil está entre o seleto grupo de países que investem de forma contínua no desenvolvimento de tecnologias hipersônicas", afirma a Força Aérea Brasileira.
Além do supersônico: Brasil avança em tecnologia que desafia a físicaDivulgação/FAB

O Brasil segue ampliando os investimentos em tecnologias hipersônicas, uma das áreas mais complexas da engenharia aeroespacial. A informação foi divulgada na terça-feira (30), pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Um dos principais projetos é o Projeto de Propulsão Hipersônica 14-X, conduzido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), da FAB. "O Brasil está entre o seleto grupo de países que investem de forma contínua no desenvolvimento de tecnologias hipersônicas", informam os militares.

A iniciativa busca desenvolver competências relacionadas, como materiais avançados, sistemas de navegação, guiamento e controle, além de métodos de ensaios aeroespaciais.

A tecnologia hipersônica

O voo hipersônico começa a partir de Mach 5, ou seja, cinco vezes a velocidade do som.

Diferentemente do regime supersônico, essas velocidades submetem o veículo a temperaturas extremas e condições aerodinâmicas que exigem soluções tecnológicas inéditas. Para comparação, o caça F-39 Gripen da FAB atinge cerca de Mach 2.

Segundo a FAB, as pesquisas também impulsionam o desenvolvimento de materiais de alta resistência, sensores, sistemas computacionais e tecnologias de acesso ao espaço, com aplicações que vão além da aviação.

Para o diretor do IEAv, coronel engenheiro Bruno Giordano de Oliveira Silva, "investimentos contínuos em ciência e tecnologia criam as condições para que o Brasil avance em áreas estratégicas".