
Cuba revela 'opção favorita' dos Estados Unidos

O governo de Cuba advertiu nesta sexta-feira (3) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pretende escalar a situação contra a ilha até desencadear uma guerra. Havana também denunciou que Washington pressiona outros países para que os EUA não sejam denunciados na Assembleia Geral das Nações Unidas.
"O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, não apenas busca justificar suas ações agressivas, que estão causando graves danos ao povo cubano e causariam muito mais caso execute sua opção favorita: recorrer à guerra", denunciou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, em sua conta na rede social X.
Como denunciamos en pasada Conferencia de Prensa y han filtrado medios estadounidenses, el servicio exterior de EEUU ejecuta presiones inéditas, con amenazas y chantajes de todo tipo a naciones soberanas, para impedir la denuncia de sus criminales medidas contra #Cuba en sesión… pic.twitter.com/A13I3HeK4S
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) July 3, 2026
O diplomata reiterou que, conforme exposto em uma recente coletiva de imprensa — e também divulgado pela imprensa dos EUA —, "o serviço exterior dos EUA exerce pressões sem precedentes, com ameaças e chantagens de todo tipo contra nações soberanas, para impedir a denúncia de suas medidas criminosas contra Cuba durante uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas".
"Banho de sangue"
Segundo Rodríguez, por meio dessas ações, Rubio "pretende transformar o restante da comunidade internacional em cúmplice de uma punição coletiva, de um crime contra a humanidade em plena execução e de um banho de sangue de cidadãos cubanos e americanos, que só favoreceria seus interesses políticos e os de outros que, como ele, se beneficiaram do sofrimento do povo cubano".

Diante desse cenário, Havana afirma que o chefe da diplomacia dos EUA "não se importa em absoluto com o direito internacional nem com a Carta da ONU", pois tanto ele quanto o governo que representa "se sentem impunes diante da legalidade".
"Cuba não é uma ameaça. O bloqueio, sim", concluiu Rodríguez.
Cerco e ameaças de Trump
Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. Desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025, o país intensificou sua política de cerco e asfixia total contra a ilha.
Essa política extraterritorial dos EUA tem sido acompanhada de sérias ameaças. O próprio presidente americano declarou que estaria disposto a recorrer à força, se necessário, para derrubar o governo cubano, que, por sua vez, denuncia essas ações como uma tática de "genocídio".
Em consonância com a denúncia das autoridades cubanas, o governo Trump, que mantém um destacamento militar no Caribe com tropas do Comando Sul dos EUA, admitiu reiteradas vezes que o objetivo de sua política contra Cuba é impedir qualquer tipo de receita econômica para Havana. Dentre essas ações, estão o bloqueio no fornecimento de petróleo, essencial para atender às necessidades energéticas da maior ilha das Antilhas.
A situação afeta gravemente a economia do país caribenho, que nos últimos meses sofreu o impacto de um bloqueio multidimensional reforçado por numerosas medidas coercitivas impostas pela Casa Branca, colocando em risco serviços essenciais como energia, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentação e turismo.
