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Parlamentares britânicos pedem sanções contra Netanyahu por tortura de palestinos — imprensa

Carta assinada por 71 parlamentares britânicos solicita medidas contra premier israelense e Yariv Levin, citando relatório da ONU que aponta abusos sistemáticos dos direitos de civis palestinos.
Parlamentares britânicos pedem sanções contra Netanyahu por tortura de palestinos — imprensaGettyimages.ru / ExpressIPhoto // Alexi Rosenfeld / Colaborador

Dezenas de parlamentares britânicos intensificaram a pressão sobre o governo do Reino Unido para que adote sanções contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ministro da Justiça Yariv Levin, informou o jornal britânico Sky News neste sábado (4).

Uma carta dirigida à ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, e subscrita por 71 deputados e membros da Câmara dos Lordes de diversos partidos, argumenta que a responsabilidade pela tortura sistemática e amplamente documentada de civis palestinos recai sobre o governo de Israel, incluindo sua liderança máxima.

O documento, encabeçado pelo deputado trabalhista Neil Duncan-Jordan, destaca que as sanções impostas em junho do ano passado contra os ministros Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, embora bem-vindas, produziram efeitos limitados na mudança da postura israelense em relação aos detidos palestinos.

Segundo os signatários, a situação escalou dramaticamente desde então, operando sob quase total impunidade, baseando a posição em um relatório da ONU, publicado em fevereiro deste ano.

Episódios específicos exemplificariam essa escalada; os parlamentares citam o elogio público de Netanyahu à decisão de abandonar acusações contra soldados israelenses envolvidos no suposto estupro de um detento palestino, registrado por câmeras de segurança.

Adicionalmente, mencionam a interceptação de embarcações humanitárias em águas internacionais, cujos tripulantes, incluindo cidadãos britânicos, alegam ter sofrido espancamentos e disparos, com imagens de seus maus-tratos divulgadas online pelo ministro Ben-Gvir.

O Ministério das Relações Exteriores britânico classificou os relatos de maus-tratos como vergonhosos em uma declaração exclusiva à reportagem, ressaltando que todos os detidos devem ser tratados com dignidade e em plena conformidade com o direito internacional.

O governo israelense, por sua vez, negou as alegações de tortura contra detentos palestinos, afirmando que todas as forças militares e serviços de inteligência cumprem os padrões internacionais.