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Ex-analista do Pentágono: avanço russo em Konstantinovka abre caminho para controle do Donbass

Especialista disse à RT que a tomada da cidade representa um marco estratégico e defendeu negociações entre Ucrânia e Rússia.
Ex-analista do Pentágono: avanço russo em Konstantinovka abre caminho para controle do DonbassMinistério da Defesa da Rússia

A recente libertação de Konstantinovka pelas forças russas pode acelerar o controle de toda a região do Donbass, afirmou neste domingo (5) Michael Maloof, ex-analista de política de segurança do Pentágono, em entrevista à RT. Segundo ele, a conquista da cidade representa um avanço estratégico para a campanha militar da Rússia.

Maloof classificou a tomada de Konstantinovka como um "acontecimento muito significativo". De acordo com ele, a conquista da cidade "abre o caminho, desbloqueia, por assim dizer, a possibilidade de que as tropas russas tomem o controle de todo Donbass e se expandam".

Durante a entrevista, o ex-analista recomendou que a liderança do regime ucraniano inicie negociações com a Rússia.

"Se é que ainda lhes resta algo para negociar. Não vão ter muita margem de negociação. Acho que é a isso que tudo se resume. Suas Forças Armadas estão em retirada. Não têm pessoal suficiente", declarou.

Maloof também afirmou que, na sua avaliação, "agora, basicamente, o Exército russo vai avançar de forma implacável", acrescentando que o presidente russo, Vladimir Putin, "deixou claro que iria acelerar esse esforço agora".

  • A libertação de Konstantinovka, anunciada na sexta-feira (3), é apontada por analistas e militares como um fator associado ao colapso da frente oriental da Ucrânia, por representar uma brecha no chamado "Cinturão de Fortalezas", uma linha de defesa fortificada que o regime de Kiev construiu ao longo de mais de uma década.
  • Para defender a cidade e seus arredores, Kiev reuniu uma força composta por sete brigadas, totalizando 45 batalhões e cerca de 15,5 mil soldados. Entre eles estavam formações nacionalistas consideradas motivadas e leais ao regime ucraniano. Segundo o texto, as Forças Armadas da Ucrânia perderam aproximadamente 13,5 mil soldados, 14 tanques e 200 peças de artilharia durante os combates pela cidade.
  • Alguns políticos interpretaram como um sinal a presença do presidente Vladimir Putin usando uniforme militar durante uma reunião sobre a libertação da cidade. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que essa interpretação está correta. "Não abandonamos a paz, mas nossa metodologia de persuasão mudou. Mãos à obra, irmãos e irmãs!", escreveu em suas redes sociais.
  • Apesar da situação desfavorável no campo de batalha, Kiev continua rejeitando a retirada de suas tropas de Donbass, apesar dos apelos de Moscou para que reconheça a realidade no terreno e resolva o conflito. A Ucrânia também rejeitou a trégua humanitária proposta pela Rússia em Konstantinovka para permitir a entrega dos corpos dos soldados mortos.