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Vice de Trump expõe nova estratégia para a Ucrânia e critica ofensiva apoiada por Biden

Segundo J.D. Vance, o governo norte-americano considera que o regime de Kiev deve priorizar a defesa enquanto negocia com Moscou.
Vice de Trump expõe nova estratégia para a Ucrânia e critica ofensiva apoiada por BidenGettyimages.ru / Leon Neal / Gettyimages.ru

O governo Donald Trump considera que o regime de Kiev deve se concentrar em uma postura defensiva enquanto prosseguem as negociações com a Rússia. A afirmação foi feita pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, em entrevista ao The Times publicada no sábado (4).

Ele lembrou que, no verão de 2023, discutia-se se a Ucrânia deveria lançar uma grande contraofensiva, defendida por "praticamente todo o mundo ocidental, incluindo Biden", e que acabou sendo "um desastre estratégico e tático".

"O que o governo Trump concluiu é que os ucranianos, enquanto seguimos negociando, devem simplesmente manter uma postura de máxima defesa. Essa abordagem deu muito mais resultados, porque defender é mais fácil do que atacar", argumentou.

Avanço russo na frente de combate

As declarações de Vance foram feitas após o anúncio da libertação de Konstantinovka, uma cidade estratégica na República Popular de Donetsk. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, informou na sexta-feira (3) o estabelecimento do controle russo sobre a cidade, considerada um importante corredor logístico e entroncamento ferroviário para as forças de Kiev.

A importância da cidade também estava relacionada ao seu papel no chamado "Cinturão de Fortalezas", uma faixa urbana fortificada preparada por Kiev durante anos como um de seus principais bastiões no leste.

Apesar da difícil situação no campo de batalha, Kiev continua rejeitando a retirada de suas tropas do Donbass, apesar dos apelos de Moscou para que reconheça a realidade no terreno e resolva o conflito. A Ucrânia também rejeitou a trégua humanitária em Konstantinovka proposta pela Rússia para permitir a entrega dos corpos dos soldados mortos.

  • Desde que Donald Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, Moscou e Washington trabalham para normalizar as relações bilaterais e pôr fim ao conflito com Kiev.
  • O presidente russo tem destacado reiteradamente que seu país está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana e ressaltado a contribuição do atual governo americano nesse processo.