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China apela a Irã e EUA em meio à nova escalada do conflito

Pequim instou ambas as nações a implementarem integralmente o memorando de entendimento assinado.
China apela a Irã e EUA em meio à nova escalada do conflitoGettyimages.ru / VCG

Na quarta-feira (8), a China pediu aos Estados Unidos e ao Irã que implementem integralmente o memorando de entendimento assinado entre as duas partes e resolvam suas divergências por meio do diálogo, em meio ao recente aumento das tensões no Oriente Médio.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou em coletiva de imprensa que Pequim espera que Washington e Teerã priorizem as negociações e se abstenham de recorrer à força.

"Retomar o conflito não interessa a nenhum dos lados, e medidas militares não ajudam a resolver as questões subjacentes", afirmou a diplomata ao ser questionada sobre a recente escalada na região.

Nova escalada

As Forças Armadas dos EUA realizaram uma série de ataques aéreos contra o Irã nesta terça-feira (7) para "impor altos custos por atacar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional", conforme afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom) em suas redes sociais.

A mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de QeshmKharg, onde se encontram importantes infraestruturas petrolíferas iranianas e de onde provêm 90% das exportações totais de petróleo bruto do país.

Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que "ao mesmo tempo em que emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, o Irã tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais", afirmou.

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou na quarta-feira (8) ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra 85 alvos militares dos EUA no Oriente Médio. Segundo a IRGC, os ataques atingiram instalações usadas pelas forças americanas no Bahrein e no Kuwait, e um drone MQ-9 foi abatido.