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Volkswagen faz corte histórico e reduz pela metade a oferta de modelos

A montadora também reduzirá sua capacidade anual de produção de 12 milhões para 9 milhões de veículos.
Volkswagen faz corte histórico e reduz pela metade a oferta de modelosGettyimages.ru / Julian Stratenschulte / dpa

A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira (9) que reduzirá em até 50% sua linha de modelos. A medida faz parte do plano de reestruturação da empresa, que também prevê cortes na oferta de itens opcionais e na capacidade de produção.

"A gama de modelos será otimizada gradualmente em até 50% e se concentrará nos segmentos de mercado mais atrativos. A complexidade da oferta — por exemplo, o número de opções de equipamentos disponíveis — será reduzida em até 75%", informou a montadora.

"Isso permite concentrar os investimentos e os recursos de desenvolvimento nos produtos e tecnologias que oferecem o maior valor agregado para os clientes e a maior contribuição para o Grupo", acrescentou.

Reestruturação

A empresa também reduzirá sua capacidade de produção para nove milhões de veículos por ano. Antes da pandemia, o grupo operava com capacidade para fabricar 12 milhões de unidades anuais.

"As capacidades de produção estão sendo ajustadas ao novo ambiente do mercado global e à concorrência cada vez mais intensa, com o objetivo de alcançar nove milhões de veículos por ano", afirmou a Volkswagen.

Segundo a montadora, as medidas fazem parte da "próxima fase de transformação, com um plano de futuro que posiciona o Grupo para ser mais resiliente, mais eficiente e mais competitivo".

Crise na Alemanha

As mudanças ocorrem em meio à crise enfrentada pela indústria automotiva alemã. O Financial Times informou anteriormente que a Volkswagen prepara um plano de contenção de gastos que pode incluir o corte de até 100 mil empregos nos próximos anos e o fechamento de quatro fábricas na Alemanha.

Uma pesquisa da Manager Magazin, citada pela Der Spiegel, apontou que seis dos nove integrantes do conselho de administração da empresa classificaram a situação atual como uma ameaça existencial para a companhia. Os outros três descreveram o cenário como "tenso", e nenhum considerou a situação como "não crítica".