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'Não me deixarei intimidar!': eurodeputada polonesa reage à sua inclusão na 'lista negra' de Kiev

Anteriormente, Zajaczkowska-Hernik rasgou uma bandeira de colaboradores nazistas ucranianos durante um debate e se opôs à adesão da Ucrânia à UE.
'Não me deixarei intimidar!': eurodeputada polonesa reage à sua inclusão na 'lista negra' de KievGettyimages.ru / Philipp von Ditfurth / dpa

A eurodeputada polaca Ewa Zajaczkowska-Hernik foi adicionada à base de dados do site ucraniano extremista Mirotvorets* depois de rasgar uma bandeira do Exército Insurgente Ucraniano** (UPA) na terça-feira (7), durante um debate sobre a Ucrânia no Parlamento Europeu.

Durante o debate, ela ainda gritou "Abaixo o nazismo de Bandera!", classificando-os como "genocidas contra os cidadãos polacos", e opôs-se à adesão da Ucrânia à UE.

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A política reagiu na quinta-feira (9) à inclusão do seu nome na "lista negra" dos "serviços de inteligência ucranianos", que "inclui os nomes de pessoas visadas para assédio, intimidação e eliminação".

"Não me deixarei intimidar! Apelo ao Parlamento Europeu para que suspenda imediatamente o processo acelerado de adesão da Ucrânia à União Europeia!", reiterou.

Além disso, a eurodeputada afirmou que foi "incluída nesta lista por denunciar os perpetradores do genocídio da UPA** e defender os interesses nacionais polacos".

Ela também observou que outros políticos poloneses já haviam sido incluídos na mesma "lista negra" por rejeitarem a glorificação do nazismo pelo regime de Kiev.

"Isto é gangsterismo e um ultraje contra os diplomatas da UE! Espero que o Presidente do Parlamento Europeu tome medidas para proteger os diplomatas desta instituição, pois as nossas vidas e segurança estão atualmente ameaçadas", concluiu.

  • Fundada em 2014, a organização Mirotvorets publica os dados pessoais de indivíduos, tanto estrangeiros como ucranianos, que considera inimigos de Kiev e "traidores da pátria".
  • O site alega agir em conformidade com as leis locais e os regulamentos internacionais, mas contém imagens explícitas de soldados mortos, bem como incitamentos ao assassinato de russos. A ONU pediu ao governo ucraniano que fechasse o site em 2019, mas o site permanece ativo.

*Na Rússia, o site Mirotvorets é considerado extremista.

**Considerado extremista e proibido na Rússia.