Notícias

Estudo mostra quantos anos de vida vegetal a Terra ainda tem pela frente

Os pesquisadores explicaram que, à medida que o Sol envelhece, sua luminosidade aumenta gradativamente, o que modifica o clima da Terra.
Estudo mostra quantos anos de vida vegetal a Terra ainda tem pela frenteLegion-Media / Zoonar

Um estudo publicado em maio no Journal of Geophysical Research: Atmospheres conclui que a biosfera vegetal da Terra pode sobreviver por aproximadamente outros 1.860 milhões de anos, uma estimativa superior à levantada pela maioria das pesquisas.

Os autores explicam que, à medida que o sol envelhece, sua luminosidade aumenta gradativamente, o que modifica o clima da Terra. O estudo avaliou dois cenários extremos: um de forte intemperismo, ou seja, desgate por ação do clima, em que a concentração de dióxido de carbono diminui enquanto a temperatura permanece estável, e outra de baixo intemperismo, onde o dióxido de carbono permanece constante, mas o aquecimento acaba inviabilizando a vida vegetal.

Dois cenários

Sob o cenário de forte imtemperismo, a fotossíntese C4 atingiria seu limite devido à falta de dióxido de carbono em cerca de 1.350 milhões de anos. No entanto, o estudo sustenta que plantas com metabolismo ácido de crassuláceas, como cactos e algumas orquídeas, além de certas plantas aquáticas capazes de utilizar bicarbonato dissolvido, poderiam estender a sobrevivência da biosfera vegetal em até cerca de 1.840 milhões de anos atrás.

No cenário de intemperismo fraco, o aumento das temperaturas seria o principal fator limitante. O estudo estima que a Terra estaria quente demais para a maioria das plantas terrestres em cerca de 1,68 bilhão de anos e para todas as plantas em torno de 1,87 bilhão de anos. Esses prazos coincidem aproximadamente com o período em que o planeta começaria a perder seus oceanos devido ao aumento contínuo da luminosidade solar.

Os autores alertam que esses resultados refletem o funcionamento atual da fotossíntese e não levam em conta possíveis processos evolutivos futuros."A vida na Terra é resiliente, e os limites impostos pelo estresse térmico ou pela falta de dióxido de carbono podem refletir apenas nossas observações atuais da biosfera, em vez de limites definitivos sobre como ela poderia evoluir", afirmam.