O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou nesta quarta-feira (15) o início de uma onda de ataques contra o Irã.
Os bombardeios têm como objetivo "degradar ainda mais" as capacidades militares que as forças iranianas supostamente têm usado para atacar o tráfego no Estreito de Ormuz, disse o comando militar dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou na terça-feira (14) que não está disposto a retomar as negociações com o Irã.
Já as Forças Terrestres do Exército da República Islâmica emitiram um comunicado prometendo responder ao ataque de mísseis dos EUA à cidade de Bampur.
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.