
Moscou: Europa mostra 'desejo patológico' de dificultar a vida da Rússia

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta quarta-feira (15) que a União Europeia (UE) demonstra um "desejo patológico" de dificultar a vida dos russos ao ampliar sanções contra pessoas e empresas do país, incluindo o conglomerado de tecnologia VK, responsável pelo aplicativo de mensagens Max.

Em resposta à justificativa da UE de que a empresa teria participado da identificação de opositores, Moscou classificou a acusação como "absurda", "completamente infundada" e resultado de "restrições unilaterais e ilegítimas". A acusação segue o mesmo padrão de alegações anteriores sobre supostas interferências e ciberataques atribuídos à Rússia.
A chancelaria também declarou que a postura europeia "não tem nada a ver com democracia genuína, direitos humanos ou proteção dos interesses de seus próprios cidadãos", mas representa "malícia impotente e russofobia crônica".
Segundo o governo russo, as sanções dificilmente terão impacto sobre o desenvolvimento do aplicativo Max e apenas reforçam a necessidade de construir um ambiente digital "verdadeiramente soberano e nacional".
Moscou acrescentou que as medidas servem como um "claro alerta" aos países que pretendem confiar sua infraestrutura digital a empresas e governos do Ocidente.
