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Kremlin comenta as 'sanções infernais' dos EUA contra a Rússia

Rússia considera a aprovação do projeto de lei pela Câmara dos Representantes como "um ato hostil", declarou Dmitry Peskov.
Kremlin comenta as 'sanções infernais' dos EUA contra a RússiaYuri Kochetkov / Sputnik

O Kremlin acompanha de perto o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Representantes dos EUA que prevê medidas contra as exportações russas de petróleo e gás, informou nesta quinta-feira o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov.

Segundo Peskov, a iniciativa americana se enquadra na categoria de "ações hostis" contra Moscou.

"E, naturalmente, a adoção de novas sanções pelos Estados Unidos, sem dúvida, complicará os esforços para alcançar uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia", enfatizou o porta-voz.

"Sanções infernais"

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira (16) um novo projeto de lei com as ditas "sanções infernais" contra Moscou, promovido pelo falecido senador republicano Lindsay Graham*, conhecido por sua postura antirrussa.

Com 262 votos a favor e 159 contra, cerca de 58 democratas e 203 republicanos votaram a favor da iniciativa, além do voto de um independente. 

A legislação tem como objetivo exercer maior pressão sobre os setores de energia e de defesa da Rússia, bem como sobre sua suposta "frota fantasma" de navios-tanque. 

Caso seja sancionada, também permitirá ao presidente Donald Trump impor mais tarifas à China, à Índia e a outros países, com o objetivo de reduzir o comércio de petróleo e gás russos, bem como ampliar as sanções contra o Irã.

O projeto, rebatizado de "Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã de 2026" em homenagem ao político — que costumava chamá-lo de "projeto de lei de sanções infernal" —, foi aprovado pelo Senado no mês passado com 86 votos a favor e 11 contra. Agora, ele será encaminhado à Casa Branca, onde Trump planeja sancioná-lo como lei.

*Considerado pela Rússia como terrorista e extremista