
Comissão do Senado admite 'preocupação' com tarifas dos EUA contra o Brasil e pede diálogo

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal informou nesta quinta-feira (16) que acompanha "com preocupação" a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Em nota, o colegiado anunciou que manterá o diálogo com o Congresso americano, o governo federal e representantes do setor produtivo para reduzir os impactos das medidas e ampliar as exceções previstas.
Segundo a CRE, o trabalho da comissão continuará após a confirmação das tarifas. O colegiado afirmou que seguirá monitorando "a aplicação das medidas, a lista de produtos alcançados, as exceções previstas, os mecanismos de revisão e os impactos sobre os diferentes setores da economia brasileira".
Diálogo bilateral
A comissão também declarou que continuará ainterlocução com autoridades dos dois países.
"A Comissão manterá a interlocução com o Congresso dos Estados Unidos, o Governo Federal e os setores produtivos nacionais, contribuindo para a preservação e a ampliação de exceções, a redução dos impactos econômicos e a busca de soluções negociadas", afirmou.
No comunicado, a CRE destacou que, desde o início das discussões sobre as tarifas, buscou fortalecer o diálogo entre os Parlamentos do Brasil e dos Estados Unidos.
A nota cita a missão oficial do Senado a Washington e a criação da Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre as Relações Econômicas Bilaterais com os Estados Unidos, iniciativas que, segundo o colegiado, abriram canais de diálogo com parlamentares democratas e republicanos, representantes do setor produtivo e instituições americanas.
A comissão também afirmou que, durante esse processo, alertou que medidas tarifárias "não prejudicam apenas o Brasil, mas também podem elevar custos, comprometer cadeias produtivas e atingir empresas, trabalhadores e consumidores nos próprios Estados Unidos".
Ao final da nota, a CRE reafirmou a defesa de que a relação entre Brasil e Estados Unidos seja baseada "no diálogo, no respeito mútuo e na defesa dos interesses dos dois países".
