
Irã alega ter atacado um centro de comando dos EUA na Síria

A Guarda Revolucionária do Irã informou nesta sexta-feira (17) que atacou um centro de comando de operações especiais dos EUA localizado na base militar de Al Tanf, Síria.

"Através de um ataque surpresa contra o centro de comando de operações especiais do inimigo na área de Al Tanf, na Síria, um sistema de radar e vários helicópteros usados em operações especiais foram destruídos", detalha o comunicado, acrescentando que "um grande número de forças americanas" também foram mortos.
Os militares salientaram que a operação foi realizada em retaliação à morte de soldados iranianos durante o ataque com mísseis perpetrado pelos EUA contra uma instalação militar na cidade de Bampur, na madrugada de quarta-feira.
A Guarda também reiterou que o "controle total" do Estreito de Ormuz permanece nas mãos do Irã e que, enquanto a agressão dos EUA continuar, "nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada" da região do Oriente Médio.
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.
