'Chega de armas': Líder da oposição alemã promete cortar ajuda à Ucrânia e barrar entrada do país na OTAN

Alice Weidel, líder do AfD, afirma que um eventual governo do partido encerrará o envio de recursos e armas a Kiev e impedirá a entrada da Ucrânia na UE e na OTAN.

O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) defende negociações de paz para a Ucrânia como forma de "pôr fim às mortes desnecessárias", afirmou no sábado (18) a líder da legenda e uma das principais figuras da oposição alemã, Alice Weidel, durante o lançamento da campanha eleitoral em Magdeburgo.

"Como sociedade e também na política, devemos trabalhar para garantir que não nos tornemos belicistas, mas, como se costuma dizer, amantes da paz", declarou. Em seguida, prometeu que, caso o AfD passe a integrar o governo federal, interromperá "toda a ajuda à Ucrânia".

"Chega de dinheiro dos impostos [dos alemães] para a Ucrânia, chega de armas, chega de soldados alemães!", afirmou. Ela acrescentou que, sob um governo do AfD, "não haverá adesão da Ucrânia à União Europeia nem à OTAN".