O exército dos EUA enfrenta dificuldades para proteger seus 50 mil soldados estacionados no Oriente Médio de ataques retaliatórios do Irã, cujas forças ainda possuem um arsenal considerável de mísseis e drones, informou o Wall Street Journal na segunda-feira (20).
A publicação lembrou o recente ataque com mísseis balísticos à base aérea de Muwaffaq Salti, localizada na cidade jordaniana de Azraq.
No ataque, lançado em 17 de julho, dois militares americanos foram mortos e vários outros ficaram feridos enquanto estavam dentro de alojamentos pré-fabricados. A ofensiva retaliatória do Irã fez parte de uma série de três ataques contra a instalação em um intervalo de apenas 24 horas.
"O fato de três mísseis terem conseguido burlar os sistemas de defesa aérea dos EUA evidencia a dificuldade de proteger os 50 mil soldados do exército estacionados na região contra o exército iraniano, que ainda possui um número significativo de mísseis balísticos e drones", destaca a mídia.
Incapacidade de proteger as tropas
Katherine Thompson, pesquisadora sênior em estudos de defesa e política externa do Instituto Cato, afirmou ao New York Post que o episódio destacou os desafios logísticos que Washington enfrenta na defesa de seus soldados.
"Os ataques deixam claro que a dimensão da nossa presença no Médio Oriente se tornou um fardo [...] e demonstram o efeito nas nossas reservas utilizadas para proteger essa presença, uma vez que os ataques retaliatórios continuam a um ritmo alarmante", declarou.
Entretanto, quase 100 membros das Forças Armadas dos EUA ficaram feridos em múltiplos ataques aéreos realizados pelo Irã contra bases no Oriente Médio durante o mês de julho, revelaram fontes oficiais à CBS News.