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País do Golfo acusa Irã de atacar suas usinas de energia e instalações de destilação de água

"Os danos causados ​​pelos ataques foram avaliados e equipes estão trabalhando na implementação de planos para reparar os danos e reabilitar as instalações", informou o Ministério da Eletricidade, Água e Energia Renovável da nação.
País do Golfo acusa Irã de atacar suas usinas de energia e instalações de destilação de águaAP / Vahid Salemi

O Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis ​​do Kuwait acusou o Irã, nesta terça-feira (21), de atacar diversas usinas de energia e estações de tratamento de água do país.

"Em virtude dos contínuos ataques da infame agressão iraniana contra o Estado do Kuwait, diversas usinas de energia e estações de tratamento de água foram atacadas ontem à tarde — pelo quarto dia consecutivo —, resultando em incêndios em várias dessas instalações", afirmou o ministério em comunicado.

O órgão informou que suas unidades de emergência, em coordenação com bombeiros e forças de segurança, conseguiram controlar e extinguir os incêndios. "Os danos causados ​​pelos ataques foram avaliados e as equipes estão trabalhando na implementação de planos de reparo e na reabilitação das instalações", afirmou.

"Diversas unidades geradoras foram desligadas, de acordo com os procedimentos operacionais de precaução estabelecidos, para garantir a segurança dos equipamentos e a estabilidade dos sistemas de fornecimento de água e energia elétrica", concluiu.

Irã ataca o Kuwait

Em 20 de julho, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) emitiu um comunicado ao povo do Kuwait, indicando que o país árabe não deve "servir de refúgio" para os militares dos EUA.

"Prezado povo do Kuwait: Partes de seu território islâmico estão ocupadas há anos pelos militares infiéis dos EUA, que o utilizam como base para assassinar muçulmanos no Irã, Iraque, Afeganistão e Palestina", diz o comunicado.

A IRGC destaca que os EUA utilizaram bases no Kuwait para atacar o Irã no final de fevereiro, matando 168 crianças na escola Minab e o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

"O território do Kuwait não deve ser um refúgio seguro para um exército terrorista que atacou pelo menos dez países islâmicos e assassinou milhões de muçulmanos nas últimas décadas", declarou Teerã, enfatizando que "é dever de todo muçulmano destruí-lo por todos os meios possíveis e purificar as terras muçulmanas de sua corrupção".

"Esperamos que vocês, a nobre e honrada nação do Kuwait, assumam seu dever divino e não permitam que o território kuwaitiano seja uma fonte de maldade e assassinato de muçulmanos", concluiu o comunicado.