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Primeira companhia aérea européia quebra e pede reestruturação das dívidas devido à guerra no Irã

A AirBaltic pretendia usar a posição estratégica do aeroporto de Riga como um hub para passageiros vindos da Rússia e Belarus, mas as sanções européias impediram o plano.
Primeira companhia aérea européia quebra e pede reestruturação das dívidas devido à guerra no IrãGettyimages.ru

A companhia aérea letã airBaltic anunciou um plano de reestruturação para evitar a falência em meio a uma crise crescente no setor da aviação, desencadeada pelo conflito no Oriente Médio, segundo informou a Reuters segunda-feira (14).

A AirBaltic, que opera uma frota de aproximadamente 50 Airbus A220-300, é controlada majoritariamente pelo governo da Letônia, enquanto a alemã Lufthansa detém uma participação minoritária de 10%. A empresa possui cerca de US$ 583 milhões em dívidas financiadas e passivos de arrendamento, e deve € 106 milhões (US$ 121 milhões) em impostos sobre a folha de pagamento e taxas aéreas.

O que a airBaltic pretende fazer?

A companhia aérea usou o mecanismo previsto pelo Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, numa tentativa de reestruturar sua dívida. Anunciou também que garantiu € 350 milhões (US$ 405 milhões) em compromissos de financiamento de instituições financeiras para apoiar suas operações durante o processo de reestruturação.

Embora a empresa afirme que seus voos operarão conforme programado durante o processo supervisionado pelo tribunal, indicou que fará "um ajuste em sua força de trabalho", afetando mais de 3.000 pessoas.

A AirBaltic tornou-se a primeira companhia aérea europeia a pedir reestruturação das dívidas em consequência da guerra com o Irã, que duplicou os preços do combustível de aviação e desencadeou a pior crise no setor de transporte aéreo desde a pandemia de COVID-19.

A empresa planejava anteriormente aumentar sua frota para 100 aviões e usar o aeroporto de Riga como um hub de trânsito para passageiros oriundos da Rússia e Belarus rumo à Europa. Porém a decisão da União Européia de banir voos entre os Estados membros do bloco e esses dois países inviabilizou o modelo de negócio planejado.