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Anvisa alerta para deepfakes de celebridades usados para vender remédios clandestinos nas redes sociais

Anvisa reforça que medicamentos não podem ser vendidos em redes sociais ou em sites que não sejam oficiais de farmácias autorizadas no Brasil.
Anvisa alerta para deepfakes de celebridades usados para vender remédios clandestinos nas redes sociaisGettyimages.ru / MTStock Studio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta terça-feira (21) sobre um golpe sofisticado que vem circulando pelas redes sociais: criminosos usam inteligência artificial para criar deepfakes de celebridades e médicos a fim de comercializar medicamentos e suplementos, segundo o Globo relatou na quarta-feira (22).

"Criminosos vêm usando este tipo de manipulação — chamada de deepfake e produzida por meio de inteligência artificial — para gerar credibilidade junto ao público e impulsionar vendas de produtos que muitas vezes são clandestinos ou falsificados", informou a agência em nota.

A dimensão do problema é maior do que se imaginava. Uma pesquisa do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab/UFRJ), conduzida entre abril e maio de 2025, analisou 6,5 mil anúncios relacionados à saúde nas plataformas da Meta*. O resultado é alarmante: 76% eram fraudes.

A Anvisa reforça: medicamentos não podem ser vendidos em redes sociais ou em sites que não sejam oficiais de farmácias autorizadas no Brasil. Qualquer oferta desse tipo deve ser denunciada às autoridades.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.