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Filho de Maduro denuncia injustiça dos processos judiciais contra seu pai nos EUA

O julgamento contra o presidente começará em 1º de junho de 2027.
Filho de Maduro denuncia injustiça dos processos judiciais contra seu pai nos EUAX / @nicmaduroguerra

Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente venezuelano Nicolás Maduro, afirmou hoje que o processo judicial contra seu pai e sua esposa, Cilia Flores, nos Estados Unidos, é "injusto".

O julgamento, baseado em acusações infundadas de tráfico de drogas, pôde prosseguir devido ao sequestro do casal em janeiro de 2026, em meio aos bombardeios americanos em Caracas.

"Diante do julgamento injusto que ocorre hoje, o poder popular ergueu a voz com um único lema: Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama!", diz uma publicação compartilhada na conta do Instagram* do deputado da Assembleia Nacional, referente a um protesto de rua organizado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela em Caracas.

Em seu perfil pessoal, o político socialista se referiu ao evento realizado em apoio a Maduro e Flores. "Em cada olhar, em cada bandeira e em cada mão erguida, pulsa a alma de uma pátria que luta e que, apesar das dificuldades, jamais perde sua ternura ou dignidade. Só o povo pode salvar o povo, e só o amor sustenta a esperança!"escreveu.

Diplomacia, Apoio e Julgamento

Em declarações à mídia local, Maduro Guerra reafirmou o apoio de seu pai ao governo liderado pela presidente encarregada Delcy Rodríguez, bem como aos esforços que sua administração está fazendo para resolver o que ele chamou de "conflitos".

Ele também disse que o presidente está ciente de "tudo" o que acontece na nação bolivariana e apoia integralmente as decisões tomadas por Rodríguez.

"A mensagem do presidente tem sido de total apoio ao que está acontecendo no país. Ele sabe em primeira mão tudo o que vimos, tudo o que vivenciamos; que o país está em paz, que o país está calmo e que este é o caminho a seguir: a diplomacia bolivariana para a paz. Ele apoia integralmente a presidente Delcy Rodríguez e toda a equipe aqui, que estão à frente do país. Ele nos pede grande união. [...] Devemos garantir que o país continue avançando [...] e que, por meio da diplomacia, resolvamos todos os conflitos", afirmou.

Em 22 de julho, Nicolás Maduro e Cilia Flores compareceram pela terceira vez ao circuito judicial de Nova York.

O juiz Alvin K. Hellerstein anunciou que o julgamento começará em 1º de junho de 2027, às 11h, horário local, mas será precedido por duas rodadas de moções. Em sua primeira aparição, ambos se declararam inocentes dos crimes de que são acusados, e Maduro Moros se definiu como um "prisioneiro de guerra" do governo dos EUA.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.