
Irã lança advertência contra aliado dos EUA na OTAN

A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um alerta ao Reino Unido nesta quinta-feira (23), classificando o país como a "principal causa de infortúnios" no Oriente Médio e acusando Londres de cumplicidade nos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

Em comunicado oficial, o órgão militar iraniano afirmou que o "regime monárquico britânico" seria historicamente responsável pela "desintegração dos países islâmicos, massacres generalizados e imposição de governos autoritários" e, sobretudo, pela "organização e direção da operação de ocupação da Palestina e pela criação da desgraça de Israel".
A Guarda também acusou Londres de ter tido "um papel significativo" nos recentes ataques contra a República Islâmica e advertiu o país para "não agravar ainda mais a sua situação".
Sinal verde para bases militares britânicas
A mensagem surge em um momento de estreita coordenação militar entre Washington e Londres. O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, manteve a política do antecessor, Keir Starmer, e autorizou os Estados Unidos a continuarem utilizando bases militares do Reino Unido para lançar as chamadas "operações defensivas" contra alvos iranianos, conforme informou a Bloomberg.
A justificativa de Londres é enfraquecer as capacidades militares do Irã e reduzir riscos ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Segundo a imprensa britânica, Donald Trump tem pressionado Burnham para assegurar acesso contínuo a instalações estratégicas, como a RAF Fairford e o atol de Diego Garcia, peça central da estratégia americana no Oriente Médio.
O presidente dos EUA, que manifestou decepção com o apoio limitado da OTAN à Operação Epic Fury, espera manter o uso de bases europeias "para reforçar a segurança global e europeia", disseram fontes ao The Telegraph. Na segunda-feira (20), Trump e Burnham tiveram uma conversa telefônica descrita pelo americano como "muito boa".

