
Senado dos EUA rejeita resolução que buscava pôr fim à guerra de Trump contra o Irã

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (23) umaresolução sobre poderes de guerra que buscava obrigar o presidente Donald Trump a retirar as tropas americanas das operações militares contra o Irã. A votação ocorreu em meio ao aumento das preocupações entre alguns legisladores republicanos com o crescimento do número de baixas e a duração do conflito.

A iniciativa foi rejeitada por 49 votos a 47. A senadora republicana Susan Collins se juntou aos democratas em apoio à resolução, enquanto o democrata moderado John Fetterman foi o único integrante de seu partido a votar contra, informou o jornal The Hill.
Vários republicanos manifestaram dúvidas sobre a estratégia da Casa Branca e os custos do conflito. O senador Rand Paul afirmou que a guerra contra o Irã "não foi um sucesso" e sustentou que, de uma perspectiva objetiva, os Estados Unidos estão em uma posição mais fraca do que antes do início do conflito.
Guerra entra em nova fase
- Os EUA e o Irã trocam ataques militares, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases de Washington na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos.
- Donald Trump advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares do Irã e ameaçou destruir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.
