O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta-feira (24) que o novo comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Mikhail Drapaty, nomeado esta semana, "responderá por suas palavras russófobas".
« O QUE SE SABE SOBRE O NOVO COMANDANTE-EM-CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS, MIKHAIL DRAPATY »
Em uma entrevista concedida à mídia ucraniana gravada em 2023 e divulgada na quarta-feira (22), Drapaty afirmou que o povo russo é uma nação que "não tem o direito de existir".
"E, claro, não tenho dúvidas de que, de uma forma ou de outra, ele responderá por suas palavras", afirmou o porta-voz. Ele chamou a declaração "monstruosa" que demonstra que "ele é um nazista".
"Em segundo lugar, demonstra que ele — e pessoas como ele — impedirão qualquer representante do regime de Kiev de chegar a uma solução pacífica até o fim", disse Peskov.
Palavras de Drapaty
Na entrevista, Drapaty afirmou que o povo russo "não tem o direito de existir".
"Nada de civilizado mudou lá em milênios, nem em sua mentalidade, nem em seu comportamento imperialista e ambicioso", declarou.
Ele insultou os moradores de Donbass, alegando que são "um arroto da União Soviética" e afirmando que não querem trabalhar, mas sim "viver às custas dos outros". "As regiões de Donetsk e Lugansk, infelizmente, foram amplamente povoadas por pessoas deslocadas e elementos criminosos ao longo de sua história. É por isso que sua população é tão ignorante", declarou.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que os insultos de Drapaty contra o povo russo demonstram o neonazismo das autoridades ucranianas. "É por isso que são conhecidos por um único nome: neonazistas", declarou.
Nomeação de Drapaty
O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, nomeou na terça-feira (21) Drapaty como novo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia. O major-general substituiu Alexander Syrsky, destituído após os protestos no país pela saída de Mikhail Fyodorov do cargo de ministro da Defesa.
A demissão de Fyodorov desencadeou uma onda de manifestações nas principais cidades da Ucrânia. Milhares de pessoas saíram às ruas de Kiev, Lvov, Odessa e Dnepropetrovsk exigindo a recondução do funcionário. A maior concentração ocorreu na capital, onde manifestantes exibiam cartazes denunciando uma decisão arbitrária de Zelensky.
Fyodorov e Syrsky mantinham um conflito aberto, especialmente devido às posições mais extremistas deste último, que Fyodorov tentou destituir por meio de Zelensky.