
'Até o último segundo': Petro impede planos de De la Espriella para a posse

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, proibiu que instalações das Forças Armadas e da Polícia Nacional sejam utilizadas na posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, prevista para 7 de agosto. A ordem, que frustra planos de seu sucessor, foi anunciada durante cerimônia em Bogotá, nesta sexta-feira (24), e noticiada pela imprensa local.
"Não dou permissão para que nenhuma guarnição ou estabelecimento militar se prepare, até o último segundo em que eu for presidente, para a posse de qualquer funcionário do poder civil na Colômbia", afirmou Petro.

O presidente também determinou que Exército, Marinha e Polícia não disponibilizem "uma única cadeira" ou qualquer espaço em instalações militares. Segundo ele, "as posses dos civis devem ser realizadas diante do povo, e não diante das armas".
Vínculo das Forças Armadas
A decisão responde ao plano de De la Espriella de realizar a cerimônia no departamento do Cauca, possivelmente em uma guarnição militar. Embora o Senado tenha aprovado a transferência temporária de sua sede para a região, a medida ainda depende da Câmara dos Representantes e não autoriza o uso de instalações militares.
Petro também criticou a escolha do Cauca por razões de segurança. Segundo o presidente, há informações sobre entrada de armas vindas do Equador e risco de ações do grupos armados para provocar violência na região.
A proposta de realizar a posse em uma guarnição militar também provocou críticas no Congresso. Parlamentares questionaram tanto o precedente institucional de vincular a cerimônia às Forças Armadas quanto os custos do esquema de segurança necessário para o evento.
