O número de americanos mortos desde a retomada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, no início de julho, ultrapassa 200, afirmou Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), em entrevista à agência Tasnim.
Segundo o oficial, as forças iranianas atacaram "oito centros de mobilização de tropas" e, em uma única ofensiva, destruíram "20 abrigos" utilizados por militares americanos no Oriente Médio. "O número de americanos mortos na Operação Nasr 2 ultrapassa 200; o número de feridos é muito maior", declarou.
Mohebbi também classificou como "uma completa mentira" as estatísticas divulgadas por Washington sobre o número de vítimas. "O povo americano não deve permitir que seus comandantes mentirosos os façam de tolos", afirmou. Ele acrescentou que o governo Trump "deveria convidar jornalistas para visitar os centros atacados e estimar quantas pessoas morreram".
Estatísticas do Pentágono
Segundo dados do Pentágono, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito, em fevereiro, até 23 de julho é de 14.
Nesta semana, a ABC News informou que os quatro militares americanos mortos na Jordânia e no Iraque desde a retomada dos combates diários foram removidos do banco de dados público do Departamento de Defesa. Ao mesmo tempo, o número de soldados feridos caiu de 482 na quarta-feira (22) para 420 na quinta-feira (23).
Três oficiais militares disseram ao The New York Post que uma das razões para a alteração nas estatísticas foi o fato de esses incidentes terem ocorrido após a Casa Branca declarar um cessar-fogo na guerra, em abril.
Por sua vez, o porta-voz interino do Pentágono, Joel Valdez, atribuiu a mudança a "falhas temporárias no sistema de dados" do site do departamento, afirmando que o problema seria resolvido rapidamente.
Três oficiais militares disseram ao The New York Post que um dos motivos para a mudança nas estatísticas foi o fato de os incidentes terem ocorrido depois que a Casa Branca declarou um cessar-fogo na guerra, em abril. Por sua vez, o porta-voz interino do Pentágono, Joel Valdez, atribuiu a mudança a "falhas temporárias no sistema de dados" do site, que, segundo ele, seriam resolvidas rapidamente.
Anteriormente, o jornal também noticiou que o Pentágono manteve em segredo pelo menos três ataques iranianos contra forças americanas na Jordânia, ocorridos antes do atentado da última sexta-feira (17), que deixou dois soldados mortos e um desaparecido. De acordo com as fontes, os ataques anteriores resultaram em dezenas de soldados feridos e danos a vários helicópteros, informações que não foram divulgadas oficialmente.
Nova escalada bélica
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão até reduzir as capacidades militares do Irã. Ele também ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e a acusou de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz. Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.
Na quarta-feira (22), Donald Trump lançou uma advertência ao Irã em meio à nova escalada entre os dois países. O presidente ameaçou bombardear uma ponte ou uma usina elétrica para cada ataque que a República Islâmica realizar contra um navio no Estreito de Ormuz. Um dia antes, Trump havia afirmado que os Estados Unidos realizariam ataques "com muita força" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, a Guarda Revolucionária do Irã advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.