
Trump adia planos de intensificar campanha militar contra Irã, diz New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar planos de intensificar a campanha militar contra o Irã devido a preocupações com uma possível escassez de munições, segundo reportagem do The New York Times, baseada em fontes da administração americana.
Trump teme que um novo conflito em larga escala contra a República Islâmica possa esgotar os estoques já limitados de interceptadores Patriot e outros sistemas de defesa aérea disponíveis no Oriente Médio. De acordo com as fontes, a pressão sobre esses recursos militares é um dos fatores que torna o retorno a operações de combate em grande escala uma decisão de alto risco.

Duas fontes afirmaram que Trump tomou a decisão após uma reunião na sexta-feira (24) com seus principais assessores e integrantes de alto escalão do governo, na qual foi discutida a redução dos estoques de interceptadores Patriot e outros sistemas de defesa aérea.
Outros fatores
O risco de agravamento das relações com aliados importantes no Golfo Pérsico também desempenhou um papel, visto que as forças iranianas atacaram bases americanas na região e suas economias sofreram graves perdas devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.
Outros veículos de comunicação relatam que a escalada dificilmente forçará Teerã à mesa de negociações e que os ataques estão tendo o efeito oposto ao pretendido: fortalecer a coesão interna no Irã.
Nova escalada bélica
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão até reduzir as capacidades militares do Irã. Ele também ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e a acusou de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz. Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.
Na quarta-feira (22), Donald Trump lançou uma advertência ao Irã em meio à nova escalada entre os dois países. O presidente ameaçou bombardear uma ponte ou uma usina elétrica para cada ataque que a República Islâmica realizar contra um navio no Estreito de Ormuz. Um dia antes, Trump havia afirmado que os Estados Unidos realizariam ataques "com muita força" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, a Guarda Revolucionária do Irã advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.

