Rússia acusa dono de Telegram de facilitar terrorismo ucraniano

Segundo o Serviço Federal de Segurança, a plataforma de mensagens se recusou a remover canais usados ​​pela Ucrânia para recrutar cidadãos russos, incluindo 19 menores.

O cofundador do serviço de mensagens Telegram, Pavel Durov, foi formalmente acusado de cumplicidade em atividades terroristas, anunciou o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia nesta quarta-feira (29).

Segundo o órgão, a plataforma teria permitido que os serviços especiais da Ucrânia operassem livremente, facilitando o planejamento de atentados, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas que causaram prejuízos bilionários.

De acordo com as autoridades russas, a administração do Telegram teria se recusado a remover canais, chats e bots utilizados para a preparação de atos de sabotagem em território russo.

O Comitê de Investigação da Rússia também revelou que o chatbot de encontros "Daivinchik/Leo", dentro da plataforma, tem sido usado para recrutar jovens para crimes. Em operações coordenadas, 19 menores de idade, entre 14 e 18 anos, foram detidos em diversas regiões do país por envolvimento em atos terroristas e sabotagem.

A investigação aponta que agentes ucranianos utilizam perfis falsos de mulheres jovens para atrair usuários. Após o contato, os recrutadores enviariam links fraudulentos para hackear contas governamentais e solicitariam informações sobre locais públicos e residências.

Sob ameaça e pressão psicológica, os jovens seriam coagidos a realizar ataques contra infraestruturas críticas, como estações de combustível e edifícios administrativos. O Comitê de Investigação já iniciou medidas para bloquear o uso do chatbot mencionado.