O Serviço Federal de Monitoramento Financeiro da Rússia (Rosfinmonitoring) incluiu o cofundador do Telegram, Pavel Durov, na lista de terroristas e extremistas nesta quinta-feira (30).
Na quarta-feira (29), o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou que Durov foi acusado na Rússia de cumplicidade em atividades terroristas.
Segundo o órgão, a plataforma teria permitido que os serviços especiais da Ucrânia operassem livremente, facilitando o planejamento de atentados, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas que causaram prejuízos bilionários.
De acordo com as autoridades russas, a administração do Telegram teria se recusado a remover canais, chats e bots utilizados para a preparação de atos de sabotagem em território russo.
Relembre:
Pavel Durov foi detido em 24 de agosto do ano passado na França, acusado de conspiração, lavagem de dinheiro e facilitar crimes ligados a criptomoedas, fraude e pornografia.
Foi liberado em 28 de agosto mediante fiança de 5 milhões de euros e proibição de deixar o país; depois recebeu autorização para viajar a Dubai, onde o Telegram mantém escritórios.
O empresário considera a detenção "um erro absurdo" da polícia francesa, enquanto muitos acreditam que a prisão está ligada à sua recusa em cooperar com os serviços de inteligência.