
Escola de elite dos EUA é investigada por décadas de abusos sexuais; Jeffrey Epstein é citado

Uma investigação sobre décadas de abusos no prestigiado Interlochen Center for the Arts, um centro de artes de elite no norte de Michigan (EUA), identificou 47 adultos acusados de má conduta sexual, embora o presidente do centro, Trey Devey, tenha divulgado publicamente apenas cinco nomes, incluindo o do criminoso sexual Jeffrey Epstein, informou imprensa na terça-feira (28).
Epstein frequentou o instituto como aluno na década de 1960. Anos mais tarde, entre 1990 e 2003, fez doações à instituição. Duas ex-alunas revelaram aos investigadores que tiveram contato sexual com ele, quando era doador.

Uma delas alegou que Epstein e sua ex-parceira e cúmplice, Ghislaine Maxwell, se ofereceram para pagar sua cara mensalidade, mas pararam de fazê-lo "depois que ela não se comportou como solicitado".
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A mesma mulher afirmou que Epstein a tocou por cima da roupa dentro da instituição e a levou de avião para Nova York pelo menos três vezes enquanto ela era estudante lá.
Ela relatou que ele era "desinibido", pedia massagens nos pés e nas costas e que, em uma ocasião, colocou a mão em sua virilha enquanto atravessavam a rua.
A segunda mulher conheceu Epstein quando era estudante, e ele a levou para Nova York depois da formatura. Lá, ele mostrou a casa dele, a conduziu até uma maca de massagem e possivelmente pediu que ela tirasse a blusa.
A mãe dela ligou para Interlochen para denunciá-lo, mas a instituição não a levou a sério. Não há registros que indiquem que a equipe do centro estivesse ciente do comportamento de Epstein.
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