O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, advertiu neste domingo (2) para dias "extremamente difíceis", enquanto o país vive o capítulo mais duro do verão europeu de incêndios.
Com rajadas de vento de até 100 km/h, nem as dezenas de aeronaves disponíveis conseguem operar em segurança nos esforços de contenção.
Cerca de 500 homens tentavam conter o fogo em Porto Germeno, vila costeira a 70 km de Atenas, esvaziada desde sexta-feira (31). Há ainda frentes em Aigialia e em Cefalônia, com Ática, Beócia e Eubeia sob risco máximo.
Até o momento foram confirmadas três mortes; dois bombeiros presos pelas chamas em Creta e um terceiro achado desacordado perto de Gytheio, no Peloponeso.
O Observatório Nacional fala em mais de 6.500 hectares queimados no Golfo de Corinto; o meteorologista Theodore Giannaros, entrevistado pela Associated Press, estima o dobro disso e prevê a classificação como "mega incêndio".
Europa em chamas
Na França, o premiê Sébastien Lecornu disse à imprensa nacional que as chamas estão sob controle mais de uma semana após o maior incêndio desde 1949; a Espanha, porém, seguia com pontos ativos em León, depois de o fogo em Ávila arrasar mais de 43 mil hectares, marca inédita no país.
O calor, contudo, também cobra seu preço daqueles países que não foram consumidos em chamas: a Alemanha calcula 9.800 mortes no ano e a Áustria bateu recorde com 395 só em junho. A Europa esquenta ao dobro da média global, ressecando a vegetação — o que contribui para os focos de incêndio florestal.