A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) chegou a um acordo preliminar para promover um novo aumento de suas cotas de produção em setembro, elevando a meta coletiva em 188 mil barris por dia, informou a agência britânica Reuters.
A medida envolve sete membros principais — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — e representa a conclusão da reversão gradual dos cortes implementados em 2023.
O grupo vem ampliando suas cotas mensalmente ao longo da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, embora a oferta regional permaneça restrita pelo conflito.
Apesar dos ajustes sucessivos, a expansão tem caráter predominantemente simbólico, uma vez que diversos países-membros não conseguem atingir suas metas devido à redução da capacidade produtiva.
Restrições reais e negociais
Os países do Golfo enfrentam dificuldades para ampliar exportações devido à quase paralisação do Estreito de Ormuz, exercida pelo Irã como retaliação pelos ataques americano-israelenses e reforçada por bloqueios marítimos mútuos entre a República Islâmica e os EUA.
Após o incremento de setembro, o grupo deve pausar novos aumentos pelo restante do ano, enquanto analistas preveem negociações complexas sobre novas cotas a partir de 2027.
A saída dos Emirados Árabes Unidos em maio, motivada por interesses nacionais e projetos de expansão da capacidade produtiva, evidenciou fragilidades na coesão do cartel.
- O anúncio sucede declarações do presidente Donald Trump, que sinalizou a suspensão de novos ataques contra o Irã, em face do esboço de um acordo por aliados políticos no Golfo.
Uma eventual normalização permitiria à Arábia Saudita —um dos maiores aliados dos EUA na região — mais flexibilidade para elevar sua produção real, contribuindo para recompor os estoques globais reduzidos e aliviar pressões inflacionárias sobre combustíveis.