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OpenAI paga milhões de dólares por 'discriminar' trabalhadores americanos

Segundo a investigação, a empresa teria dificultado o processo de candidatura de trabalhadores nacionais com anúncios feitos durante a noite e da omissão de vagas em portais externos.
OpenAI paga milhões de dólares por 'discriminar' trabalhadores americanosGettyimages.ru

As empresas de tecnologia OpenAI e Statsig concordaram em pagar US$ 3,2 milhões (cerca de R$ 16,3 milhões) para encerrar uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que as acusava de favorecer trabalhadores estrangeiros com vistos temporários em detrimento de candidatos americanos, informou o governo americano na terça-feira (4).

Segundo a investigação, as empresas adotaram práticas que dificultavam a participação de trabalhadores dos EUA em processos seletivos. Entre as medidas estavam a exigência de inscrições em papel em vez de formato digital, anúncios de vagas em horários noturnos no rádio e a omissão de oportunidades em portais externos de emprego.

O Departamento de Justiça afirmou que essas estratégias desencorajavam americanos a se candidatar e ajudavam a justificar a contratação de estrangeiros com vistos temporários.

O acordo inclui multas de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6 milhões) e mais US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para indenizar as supostas vítimas de discriminação. A OpenAI também se comprometeu a revisar suas políticas de contratação, treinar funcionários e se submeter à supervisão do Departamento de Justiça.

O caso ocorre em meio à campanha do presidente Donald Trump contra o suposto uso indevido de programas de vistos para trabalhadores estrangeiros. O governo argumenta que algumas empresas usam esses mecanismos para contratar mão de obra mais barata, prejudicando trabalhadores nativos. Em 2025, Trump tentou impor uma taxa de US$ 100 mil para novas solicitações de visto H-1B, mas a medida foi suspensa por um juiz federal.