
Ministro israelense sobre Irã: 'Do nosso ponto de vista, é preferível que não haja acordo'

Israel acredita que não assinar um acordo com o Irã é a opção mais favorável e prevê que o atual governo poderá cair nos próximos anos, afirmou o ministro da Energia israelense, Eli Cohen, em entrevista ao Canal 14 de Israel, onde também declarou que seu país já criou as condições para que isso aconteça.
"Do nosso ponto de vista, é preferível que não haja acordo", declarou Cohen, acrescentando que ainda há espaço para continuar pressionando a República Islâmica. O ministro afirmou que o governo de Teerã cairá dentro de dois a três anos. "Estamos nos encarregando de semear todas as sementes que levarão à derrubada do regime", declarou o ministro, sem especificar a que tipo de operações ou estratégias se referia.

Segundo uma reportagem do Canal 13 da mídia israelense, Israel está se preparando para uma possível operação independente contra o Irã, enquanto em Washington o debate se intensifica sobre como encerrar a guerra. A situação surge após relatos de um desentendimento entre Trump e o Secretário de Defesa Pete Hegseth sobre a disponibilidade de munições, embora o presidente americano negue. De acordo com duas fontes citadas pela CNN, a escassez de mísseis de longo alcance e interceptores é um dos motivos pelos quais o presidente tem evitado ordenar novos ataques massivos contra o Irã.
Especialistas militares apontam que Teerã adotou recentemente uma estratégia de "confronto administrado", uma forma de dissuasão ativa por meios militares para aumentar o custo de um conflito para os EUA. Esse confronto é limitado o suficiente para evitar uma guerra em grande escala, mas ainda assim aumentaria a pressão política sobre o governo Trump.
- Em 8 de julho, Donald Trump encerrou o cessar-fogo alcançado na noite de 17 para 18 de junho, após o qual as forças americanas lançaram diversos ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz. Teerã acusou os EUA de violarem o memorando de entendimento e respondeu com repetidos ataques a bases militares americanas no Oriente Médio.
