A imposição de novas sanções contra Cuba demonstra a impotência dos Estados Unidos, que não conseguirão quebrar a vontade do povo cubano, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, durante um evento comemorativo em Moscou, que marcou o centenário do nascimento do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro.
"Apesar do endurecimento sem precedentes da pressão das sanções de Washington sobre Havana, que foi recentemente agravada por um agressivo bloqueio energético, a liderança cubana, fiel ao legado de Castro, demonstra extraordinária firmeza e coragem na defesa de sua soberania e na implementação de uma política externa independente."
"A imposição de novas medidas restritivas demonstra a impotência dos EUA, que não conseguirão quebrar a vontade do povo cubano", disse Ryabkov.
O embargo contra Cuba
Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra a ilha há mais de seis décadas. Desde que assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025, o governo Trump intensificou as medidas para sufocar economicamente Cuba.
Essa política tem sido acompanhada de ameaças graves — Trump chegou a manifestar disposição de usar a força, caso necessário, para derrubar o governo cubano, que, por sua vez, classifica essas ações como "genocídio".
O governo Trump, que mantém presença militar ativa no Caribe por meio de tropas do Comando Sul dos Estados Unidos, admitiu repetidamente que seu objetivo é impedir Havana de gerar qualquer tipo de receita econômica, chegando a bloquear o fornecimento de petróleo ao país, insumo essencial para suas necessidades energéticas.
Essa situação vem impactando severamente a economia da ilha, que nos últimos meses sofreu os efeitos de um bloqueio reforçado por diversas medidas coercitivas da Casa Branca — comprometendo serviços essenciais como combustível, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentação e turismo.