Executivos de alto escalão do Vale do Silício frequentemente impõem limites rígidos ao uso de redes sociais e dispositivos digitais por seus filhos, preocupados com o potencial viciante dessas ferramentas, de acordo com uma reportagem do jornalista David Streitfeld publicada na terça-feira (18) no The New York Times.
A questão ganha particular relevância, visto que diversos estados americanos estão processando a Meta*, proprietária do Facebook e do Instagram, por supostos danos causados a menores pelo uso de suas plataformas. O fato é que muitos líderes do setor de tecnologia adotam uma abordagem muito mais cautelosa em suas próprias casas em relação à tecnologia que ajudam a desenvolver.
Limitando o uso da tecnologia
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, já afirmou em outras ocasiões que não gosta que seus filhos passem "muito tempo sentados em frente à TV ou ao computador". Quando sua segunda filha nasceu, ele e sua esposa escreveram sobre a importância de brincar ao ar livre, sem fazer qualquer menção a plataformas digitais.
Seguindo a mesma linha, Peter Thiel, o primeiro grande investidor externo do Facebook, afirmou que limita o tempo de tela de seus filhos pequenos a "uma hora e meia por semana", enquanto Bill Gates disse que não permitiu que seus filhos tivessem um celular até os 14 anos. Tim Cook, CEO da Apple, também afirmou que não deixaria seu sobrinho usar uma rede social.
Outros líderes do setor de tecnologia adotaram posturas semelhantes. Evan Spiegel, do Snap, explicou que seu filho de sete anos tem um tempo máximo de tela de 90 minutos, enquanto que para seu filho de dois anos, esse tempo é praticamente inexistente. Em vez disso, ele incentiva a leitura, brincadeiras e atividades ao ar livre.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.