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Últimas palavras de Tupac Shakur após ser baleado vêm à tona após 30 anos

O policial que acompanhou o rapper na ambulância revelou no tribunal o que ele lhe disse quando questionado sobre a identificação de seus agressores.
Últimas palavras de Tupac Shakur após ser baleado vêm à tona após 30 anosAl Pereira / Michael Ochs Archives

O rapper americano Tupac Shakur se recusou a identificar seus agressores enquanto era levado às pressas para um hospital em Las Vegas em setembro de 1996, de acordo com o depoimento prestado quase 30 anos depois por um ex-policial durante o julgamento por seu assassinato, informou o New York Post na terça-feira (19).

Garry Dale, ex-policial do Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, testemunhou na segunda-feira (18) que acompanhou Shakur na ambulância após o ataque e tentou obter informações sobre os autores enquanto o artista ainda conseguia falar. "Não, não, nós cuidaremos disso", respondeu o rapper, segundo o ex-policial, que esclareceu que essas foram aproximadamente as palavras de Shakur.

Shakur, então com 25 anos, foi baleado quatro vezes na noite de 7 de setembro de 1996 enquanto estava em um carro dirigido por Marion "Suge" Knight, após assistir a uma luta de Mike Tyson em Las Vegas. Ele morreu seis dias depois em decorrência dos ferimentos.

O único réu

O depoimento ocorreu durante o julgamento de Duane 'Keffe D' Davis, de 63 anos, a única pessoa acusada do assassinato. A promotoria sustenta que Davis orquestrou o ataque em retaliação após Shakur e membros de sua comitiva terem agredido seu sobrinho, Orlando Anderson, horas antes no Hotel MGM Grand.

Os promotores reconhecem que Davis não foi quem disparou o tiro, mas afirmam que ele obteve a arma e coordenou o ataque de dentro do Cadillac branco usado pelos agressores. A acusação se baseia, entre outras coisas, em declarações feitas pelo próprio Davis ao longo dos anos em entrevistas e em suas memórias publicadas em 2019.

Davis se declarou inocente, e sua defesa sustenta que não há provas suficientes para responsabilizá-lo pelo crime. Seus advogados também questionam a confiabilidade das declarações anteriores do réu e alegam que suas declarações autoincriminatórias foram fabricadas.