
Chefe do Exército dos EUA renuncia após tensões com Hegseth

O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (31), após meses de tensões com o secretário de Guerra do país, Peter Hegseth, segundo informações do The Wall Street Journal, da Fox News, da CNN, da Reuters e de outros veículos de imprensa.
O WSJ informou que Driscoll deixaria o cargo, citando a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, enquanto a CNN citou "três fontes familiarizadas com o assunto". Uma dessas fontes corroborou a informação do WSJ sobre o motivo de sua saída do cargo.
A Fox News também repercutiu a notícia e o motivo da renúncia do alto funcionário e acrescentou que Driscoll "discordava da decisão do secretário Hegseth de demitir muitos dos generais e altos comandantes do Exército, o que provocou uma fuga de cérebros na instituição".
A emissora acrescentou que havia especulações de que Driscoll permaneceria no cargo até as eleições de meio de mandato "e que depois se juntaria à campanha do vice-presidente [J.D.] Vance", de quem é "um aliado próximo".

Saída anunciada?
No sábado (22), o WSJ informou que Driscoll planejava deixar o comando do Exército dos EUA antes do fim do ano. Na ocasião, o jornal afirmou que ele havia se mudado da residência oficial destinada ao secretário do Exército na Base Conjunta Myer-Henderson Hall, na Virgínia, para um apartamento menor na Carolina do Norte.
A reportagem mencionou sua insatisfação com a demissão, sem explicações, do general Randy George, que ocupava o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército. Embora George tenha deixado o posto em abril de 2026, Trump ainda não nomeou um substituto. O cargo é ocupado interinamente pelo general Christopher LaNeve.
Além disso, no dia 27 de agosto, foi noticiado que, segundo duas fontes, Hegseth considerava seriamente substituir Driscoll por seu porta-voz e assessor, Sean Parnell, assim que fosse oficializada a renúncia do então secretário do Exército.
