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El Niño: Panamá se torna terceiro país centro-americano a decretar emergência nacional

Fenômeno deve intensificar-se até março de 2027, comprometendo operações do Canal e gerando déficit hídrico.
El Niño: Panamá se torna terceiro país centro-americano a decretar emergência nacionalGettyimages.ru / FrankRamspott

O Panamá declarou estado de emergência nacional na terça-feira (25), em face do El Niño, juntando-se a outros países da América Central que soaram os alarmes diante que do fenômeno climático que já afetou mais de 15 mil pessoas no país desde janeiro, de acordo com Sistema Nacional de Proteção Civil panamenho.

A medida visa fortalecer a capacidade operativa das instituições públicas e garantir atendimento às comunidades impactadas por eventos climáticos extremos.

O país segue assim a postura adotada por Honduras e El Salvador.

Honduras enquadrou 80% de seu território em alerta de seca em 19 de agosto, afetando 234 dos 298 municípios do país. Já El Salvador declarou alerta máximo anteriormente nesta mesma terça (25), ativando esforços de monitoramento e assistência às comunidades afetadas.

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O Instituto de Meteorologia e Hidrologia do Panamá (IMHPA) prevê que o fenômeno alcançará maior intensidade entre outubro e dezembro de 2026 e de janeiro a março de 2027, provocando déficit de chuvas e temperaturas elevadas até maio.

As consequências abrangem ainda secas em bacias hidrográficas, baixos níveis no reservatório de Bayano, restrições ao trânsito de navios no Canal do Panamá e comprometimento da geração hidrelétrica nacional.

Enquanto 11 bacias hidrográficas enfrentam estresse hídrico, a província de Bocas del Toro registra 25% mais precipitações que o usual, elevando riscos de inundações, ilustrando um contraste geográfico no próprio país, segundo fontes da IMHPA.