Notícias

Citigroup dos EUA está de olho em tesouro escondido sob as terras da América do Sul

O avanço da eletrificação e dos data centers amplia a disputa internacional por recursos estratégicos da região, atraindo bilhões em investimentos estrangeiros de olho nos recursos minerais da região.
Citigroup dos EUA está de olho em tesouro escondido sob as terras da América do SulBJP7images / Gettyimages.ru

William Husband, chefe global de Metais e Mineração do Citigroup, um dos principais bancos de investimento do mundo, afirmou que o cobre, o lítio e outros minerais críticos serão cada vez mais importantes para o crescimento econômico da América do Sul, relatou a Bloomberg nesta quarta-feira (26).

Atualmente, a região responde por 41% da produção mundial de cobre, 22% do zinco, 19% do lítio, 8% da bauxita, 4% do níquel e 17% do ouro.

Husband defende que o avanço dos data centers e a eletrificação da economia estão impulsionando fortemente a demanda por esses metais, criando, segundo ele, uma "oportunidade" que a América Latina precisa aproveitar para gerar riqueza.

Brasil e Peru estão entre os principais produtores de ouro da região.

No caso do Peru, Husband defende necessidade de acelerar o processo de licenciamento e facilitar o acesso a capital estrangeiro prazo para ampliar a exploração pelas multinacionais.

Grandes empresas de mineração já estão direcionando investimentos bilionários para Chile, Argentina e Peru.

Até 2040, a região poderá ter uma oportunidade de crescimento de US$ 154 bilhões, impulsionada principalmente pelo cobre dos países andinos, pelo lítio de baixo custo produzido na Argentina, no Chile e na Bolívia, além do níquel.

A Argentina vem avançando em projetos de cobre, lítio e ouro, favorecida por um ambiente fiscal mais previsível.

O Brasil, por sua vez, se destaca pela produção de elementos de terras raras e pelo potencial de processamento desses minerais. O país também é o maior produtor mundial de nióbio e produz alumínio e aço utilizados na construção de data centers.

Diante desse cenário, Husband afirmou que a América do Sul se tornou um dos principais focos de atenção global no setor de minerais críticos, consolidando sua importância em um mercado antes dominado por outras regiões tradicionais de mineração.