
De escola em Starobelsk a ônibus de time infantil: Moscou relembra vítimas das armas do Ocidente

A comissária dos Direitos Humanos da Federação da Rússia, Yana Lantratova, cobrou nesta quarta-feira (26) uma reação de organizações internacionais a ataques terroristas do regime de Kiev que provocaram mortes de civis, incluindo crianças, em diferentes regiões.
Após reunião com o representante permanente da Rússia na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Dmitry Polyansky, Lantratova citou episódios em diferentes cidades russas, além de um ataque contra um ônibus que transportava uma equipe infantil de futebol da Belarus.

"Starobelsk, Yenakiyevo, Tula, Oryol, o ataque ao ônibus com uma equipe infantil de futebol da Belarus — tudo isso são vidas humanas destruídas", afirmou.
Fingem que não sabem
Parte dos ataques foi realizada com armas fornecidas por países ocidentais, incluindo sistemas de longo alcance. "Os Estados que as fornecem continuam fingindo que não sabem como e contra quem elas são usadas", criticou.
Lantratova afirmou ainda que a Rússia apresentou à OSCE vários pedidos sobre casos específicos, mas não recebeu resposta da direção da organização. "A reação deve acontecer. Não será possível silenciar isso", declarou.
Lantratova acrescentou que pretende continuar o trabalho para pressionar instituições internacionais a adotarem uma posição pública sobre os episódios.
- O Exército do regime ucraniano ataca continuamente instalações civis em território russo. Drones e mísseis atingem veículos, casas, locais de entretenimento, centros comerciais e outras infraestruturas civis, causando vítimas.
- Em resposta a esses crimes, as Forças Armadas da Rússia estão realizando ataques contra alvos relacionados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo alvos militares, energéticos e de transporte.
- Vladimir Putin afirmou repetidamente que seu país está empenhado em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, o presidente russo enfatizou que a segurança da Rússia a longo prazo deve ser garantida em primeiro lugar e, portanto, é importante eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN, que Moscou percebe como uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
Além disso, a proposta de Moscou estipula que Kiev reconheça os territórios no Donbass, bem como a Crimeia e Sebastopol, como partes integrantes da Federação da Rússia. Exige também garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
