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Kremlin revela o único motivo pelo qual Putin, Trump e Zelensky podem se encontrar

Dmitry Peskov denunciou que a Ucrânia não quer negociar um acordo de paz verdadeiro.
Kremlin revela o único motivo pelo qual Putin, Trump e Zelensky podem se encontrarGettyimages.ru / Sefa Karacan/Anadolu|Andrew Harnik|Stringer/Anadolu

Um encontro entre o presidente da Rússia Vladimir Putin, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, só será possível se for para formalizar acordos sobre a resolução do conflito ucraniano, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, neste domingo (30). No entanto, ele afirmou que a Ucrânia não deseja se engajar em um acordo genuíno.

"Uma cúpula entre Putin, Trump e Zelensky vem sendo proposta há algum tempo, e vocês estão bem cientes da posição do nosso chefe de Estado: tal encontro só é possível para formalizar acordos. E acordos não são um simples negócio; são um processo de resolução muito complexo que envolve muitos detalhes", declarou o porta-voz.

Peskov explicou que é inútil os presidentes se reunirem para discutir detalhes, especificando que "eles só podem se encontrar para finalizar acordos".

"Mas o lado de Kiev não quer se envolver em um acordo real ", concluiu.

Questionado sobre se havia propostas para retomar as negociações entre Moscou e Kiev em Istambul, Peskov disse: "Continuamos abertos a essas negociações. Não podemos dizer ainda que existam pré-condições para elas. Simplesmente não existem ainda."

  • O presidente russo, Vladimir Putin, tem afirmado em diversas ocasiões que o país está comprometido em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressalta, no entanto, que qualquer acordo deve garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, isso passa por eliminar as chamadas "causas profundas" do conflito, incluindo a expansão da OTAN, vista pelo Kremlin como uma ameaça, e questões relacionadas aos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
  • A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, além das regiões de Zaporozhie e Kherson, que se incorporaram à Federação Russa após consultas populares em 2022. Também exige o reconhecimento desses territórios, assim como da Crimeia e de Sevastopol, como parte da Rússia. Além disso, Moscou defende que a Ucrânia adote um status de neutralidade, sem alinhamento militar, com desmilitarização e desnazificação do país.