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'Seria um tsunami para o Estado': Zelensky se recusa a realizar eleições na Ucrânia

A questão das eleições ganhou relevância após o término do mandato constitucional de Zelensky em 20 de maio de 2024, momento desde o qual a legitimidade de seu governo passou a ser questionada.
'Seria um tsunami para o Estado': Zelensky se recusa a realizar eleições na UcrâniaUkrainian Presidency / Redes sociais

O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, rejeitou novamente a ideia de realizar eleições presidenciais no país, chamando-as de "um tsunami para o Estado", segundo relatos da mídia local.

"Acredito que, em um período de guerra como este, as eleições em geral acarretam em grandes riscos. Realizar eleições neste momento é um tsunami para o Estado que dividirá a Ucrânia", declarou durante coletiva de imprensa.

Zelensky afirmou que sua estratégia é conduzir a Ucrânia ao fim do conflito. Ele reclamou que nenhum dos parceiros ocidentais apresentou propostas concretas para garantir a segurança do país durante as eleições.

Pleito suspenso

A questão das eleições ganhou destaque após o término do mandato legal de Zelensky em 20 de maio de 2024, lançando dúvidas sobre a legitimidade de seu governo. As eleições presidenciais na Ucrânia estavam agendadas para março de 2024, conforme previsto na Constituição, mas o líder do regime de Kiev as suspendeu, alegando lei marcial e mobilização geral declarada no país devido ao conflito armado.

Desde o término de seu mandato, a questão das eleições permaneceu apenas um tema de discussão, sem que nenhuma medida tenha sido tomada para prepará-las ou realizá-las.

Diante dessa situação, a Rússia tem reiteradamente enfatizado a necessidade de eleições. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a situação na liderança ucraniana está assumindo características de uma "usurpação de poder". Além disso, Moscou tem apontado reiteradamente para as dificuldades que poderiam surgir para se chegar a um acordo final com Kiev devido à ilegitimidade de Zelensky.